Valdemar Costa Neto, presidente do PL, reconheceu que houve uma conversa sobre a possibilidade de um golpe de Estado no final da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esse planejamento teria sido discutido após a derrota de Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. A revelação de Valdemar foi feita durante uma entrevista ao programa Timeline, da rádio Gaúcha.
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“Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois ‘que está errado’ e para no meio?”, declarou Valdemar ao ser questionado.
Ainda na entrevista, quando perguntado se uma articulação semelhante poderia ocorrer em um possível governo do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, Valdemar reagiu com irritação: “sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”.
Anistia
Desde os ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023, mais de 1.400 indivíduos foram condenados por envolvimento na tentativa de golpe. Dentre eles está o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de reclusão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, danos qualificados mediante violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Contudo, durante os julgamentos promovidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados ao caso, parlamentares e aliados do ex-presidente têm defendido a anistia e a diminuição das penas para os condenados pelos eventos daquele dia.
Em janeiro deste ano, o presidente Lula rejeitou completamente o Projeto de Lei nº 2.162 de 2023, conhecido como PL da Dosimetria. Essa proposta visava reduzir as penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e na tentativa de golpe. Atualmente, essa pauta é apresentada como uma das propostas por Flávio Bolsonaro para um futuro governo.






