Ansano Baccelli Junior analisa a maturidade digital das empresas brasileiras

A transformação digital no Brasil avançou de forma significativa nos últimos anos, mas de maneira desigual entre setores e portes de empresas. Enquanto algumas organizações já operam com alto nível de automação, uso intensivo de dados e decisões orientadas por tecnologia, grande parte do mercado ainda se encontra em estágios iniciais. Essa é a avaliação de Ansano Baccelli Junior ao analisar a maturidade digital das empresas brasileiras.

Segundo ele, “o Brasil não sofre com falta de tecnologia, mas com falta de maturidade no uso estratégico dessa tecnologia”.

O que significa maturidade digital

Na leitura de Ansano Baccelli Junior, maturidade digital vai muito além de adotar ferramentas modernas. Ela envolve:

integração entre tecnologia, estratégia e operação,

uso consistente de dados na tomada de decisão,

processos bem definidos e automatizáveis,

cultura organizacional preparada para mudanças contínuas.

Empresas maduras digitalmente utilizam tecnologia como estrutura do negócio, não como acessório.

O retrato atual das empresas brasileiras

De forma geral, Baccelli Junior identifica três grandes grupos no mercado brasileiro:

Empresas iniciantes, que digitalizaram tarefas básicas, mas ainda operam de forma manual e reativa;

Empresas em transição, que já adotaram sistemas e automação, porém sem integração plena;

Empresas maduras, que usam dados, automação e tecnologia como base estratégica.

Segundo ele, a maioria das empresas brasileiras ainda se concentra no segundo grupo.

Digitalização não é transformação

Um dos principais problemas observados é a confusão entre digitalizar processos e transformar o negócio. Muitas empresas:

substituem planilhas por softwares,

automatizam tarefas isoladas,

mantêm a mesma lógica de decisão e gestão.

Para Ansano Baccelli Junior, “digitalizar o processo antigo não torna a empresa digital — apenas torna o erro mais rápido”.

Baixa integração limita ganhos reais

Outro fator que afeta a maturidade digital é a falta de integração entre sistemas. É comum encontrar:

ferramentas que não conversam entre si,

dados fragmentados por área,

decisões baseadas em visões parciais do negócio.

Segundo Baccelli Junior, “sem integração, a empresa até investe em tecnologia, mas não colhe inteligência”.

Cultura organizacional como principal gargalo

Mais do que tecnologia, a cultura ainda é o maior desafio. Muitas empresas brasileiras enfrentam:

resistência interna às mudanças,

liderança pouco orientada a dados,

medo de errar e experimentar,

dependência excessiva de decisões centralizadas.

Para o especialista, “a maturidade digital não falha por falta de software, mas por falta de mentalidade”.

Automação ainda subutilizada

Apesar do potencial, a automação ainda é usada de forma limitada. Em muitos casos:

automatiza-se sem redesenhar processos,

perde-se oportunidade de escala,

mantém-se alto custo operacional.

Na visão de Ansano Baccelli Junior, “empresas maduras usam automação para ganhar controle e previsibilidade, não apenas para cortar custos”.

Dados existem, mas não orientam decisões

Outro sinal de baixa maturidade digital é o uso superficial de dados. Muitas organizações:

coletam grandes volumes de informações,

geram relatórios pouco utilizados,

continuam decidindo por intuição.

Segundo Baccelli Junior, “dados só geram maturidade quando viram critério de decisão”.

O caminho para amadurecer digitalmente

Para evoluir em maturidade digital, Ansano Baccelli Junior aponta alguns passos essenciais:

alinhar tecnologia à estratégia do negócio,

integrar sistemas e informações,

capacitar lideranças e equipes,

criar cultura orientada a dados,

tratar transformação digital como jornada contínua.

Empresas que seguem esse caminho tendem a ganhar eficiência, competitividade e resiliência.

Conclusão

Na análise de Ansano Baccelli Junior, a maturidade digital das empresas brasileiras ainda está em construção. Apesar dos avanços tecnológicos, o grande desafio está em usar a tecnologia com estratégia, integração e foco humano.

Como ele resume:
“o Brasil já tem acesso à tecnologia. O próximo passo é aprender a usá-la com inteligência.”

Empresas que investem em maturidade digital deixam de reagir ao mercado e passam a operar com mais controle, previsibilidade e capacidade de crescimento sustentável em um cenário cada vez mais competitivo.

By Mogi Press

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