A Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, localizado em Mogi das Cruzes, está intensificando os preparativos das equipes de saúde para o início dos partos eletivos (agendados), programado para este sábado (1º). Essa etapa faz parte do cronograma de implementação da unidade. Desde a semana passada, os profissionais têm participado de treinamentos teóricos e práticos, que incluem simulações realistas de situações emergenciais.
Na quinta-feira (30), um treinamento foi realizado com foco nas complicações que podem ocorrer após o parto. O evento começou com uma aula teórica ministrada pela médica pediatra e neonatologista Teresa Maria Uras, seguida por simulações organizadas em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar e o Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc), que é responsável pela gestão da maternidade.
As simulações utilizam equipamentos de alta fidelidade e ambientes que imitam salas de parto, centros cirúrgicos e unidades de terapia intensiva. O objetivo é treinar as equipes na aplicação de protocolos assistenciais, melhorar a comunicação entre os profissionais e desenvolver competências para atuar em momentos críticos, garantindo a segurança dos pacientes.
A prefeita Mara Bertaiolli enfatizou que a capacitação dos profissionais é fundamental para a instalação da unidade. “A população mogiana merece um atendimento seguro, humanizado e de excelência. Estamos investindo em tecnologia, equipamentos e, principalmente, nas pessoas. A simulação realista assegura que nossas equipes estejam prontas para agir rapidamente, com precisão e integração diante de qualquer situação, oferecendo maior segurança para mães e bebês”, afirmou.
O vice-prefeito Téo Cusatis destacou que a abertura da maternidade foi planejada em etapas cuidadosamente estruturadas. “Cada fase foi meticulosamente projetada. Antes do início dos partos, nossas equipes estão passando por treinamentos intensivos para alinhar todos os processos. Esse cuidado reflete nosso compromisso em proporcionar um serviço público de saúde cada vez mais qualificado”, declarou.
Simulação de emergência
Um dos cenários simulados envolveu uma paciente fictícia de 32 anos que apresentou sintomas compatíveis com choque séptico puerperal cerca de 12 horas após uma cesariana eletiva. Os sintomas incluíam febre alta, hipotensão, taquicardia e queda na saturação de oxigênio.
No treinamento, a paciente foi inicialmente atendida no alojamento conjunto onde estava com seu bebê antes de ser transferida para a emergência seguindo o mesmo trajeto utilizado em situações reais. Como não houve melhora após as intervenções iniciais, simulou-se sua transferência via ambulância para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, situado em frente à maternidade.
Após cada atividade prática, os participantes realizam uma sessão chamada “debriefing”, onde as decisões tomadas durante a simulação são revisadas para identificar áreas que podem ser aprimoradas e reforçar os protocolos assistenciais.
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, destacou que essa metodologia reforça tanto as habilidades técnicas quanto o trabalho em equipe. “Os protocolos são essenciais; no entanto, a maneira como as equipes se comunicam e colaboram faz toda a diferença em uma emergência. A simulação permite aperfeiçoar esses processos em um ambiente seguro, preparando nossos profissionais para responder com rapidez e eficiência”, ressaltou.
O secretário-adjunto de Saúde e Bem-Estar, Luiz Bot, acrescentou que o contínuo aprimoramento das equipes é parte da estratégia de segurança da unidade. “A simulação realista é uma ferramenta crucial porque possibilita descobrir oportunidades de melhoria antes que situações reais ocorram. Isso é praticado nos principais centros de simulação do mundo na busca incessante pelo ‘erro zero’, uma meta voltada à eliminação de danos evitáveis ao paciente”, explicou.
Nova etapa da maternidade
Esses treinamentos são parte da preparação para o início dos partos eletivos, marcando uma nova fase na implantação gradual da Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa.
Desde maio deste ano, a unidade já disponibiliza consultas, exames diversos, atendimentos do programa Mãe Mogiana além de serviços especializados na saúde da mulher e da criança, incluindo um Banco de Leite Humano.
De acordo com o diretor da maternidade, Daniel Macedo, a estrutura e o modelo educacional colocam a unidade como referência no país. “A Maternidade de Mogi já se destaca nacionalmente. Não encontramos essa estrutura ou esse tipo de capacitação em nenhuma outra maternidade pública no Brasil”, concluiu.
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